Jorge Lemann e as drogas

Mas se vemos os dados da Organização Mundial da Saúde, é tenebroso ver que morrem 200.000 pessoas por ano como consequência do uso de drogas, e morrem 3,8 milhões por causa do álcool e do tabaco.” ( Juan Pablo, filho em entrevista no El País)

Sim, a Fundação Lemann promove ideias muito interessantes em educação. Seu Presidente, como vários outros empresários no Brasil e nos USA, de onde essas ideias já rolam a mais tempo, sempre se associam a ideias e imagens do grande filantropo, daquele que sai na Forbes falando longamente de como é vital a educação para uma grande economia. Bravo.

Porém, o império da AmBev se fez e faz sob qual produto?  Álcool é claro. E esse produto é um tipo droga. Claro, faz parte das drogas legalizadas, mas é uma droga. E causa um estrago na vida de muitas pessoas na modalidade de acidente de trânsito, alcoolismo, etc. Mas a esmerada Fundação Lemann não tem dados tão apurados, como detém para a educação, para tais realidades. Se os detém, não os publica da forma que os feitos da Fundação Lemann aparece nas várias mídias. A “assessoria de impressa” não dá o mesmo trato nesses dados. Claro, ninguém faria isso, atuar contra o seu próprio negócio. Talvez só um filósofo falaria mau da suas próprias ideias.

O título desse pequeno texto é propositalmente emblemático, pois Jorge Paulo Lemann se esmera para se associar à imagem do filantropo, do homem que promove ideias geniais em educação, mas na base de seus negócios é a droga que o faz ter tanto dinheiro. Podemos e devemos fazer ponderações, pois ele joga dentro das regras Legais, mas não é ilegal minha afirmação de que seu negócio é drogas. Como seria o negócio dos Laboratórios farmacológicos e das farmácias. Todas trabalham com drogas, aliás, até o nome entre nós pode ser “Drogaria”.

Ampliar os horizontes e ter uma educação de qualidade é ter essa capacidade; ver globalmente os temas e as ações humanas. É por isso que projetos como os da Fundação Lemann tem seus limites. É por isso que as escolas públicas dos USA que tem empresas nas suas administrações são projetos ideológicos. São “cafés descafeinados”, pois omite parte da realidade como princípio. E não admite que a mente humana vá até certos setores para fazer perguntas. Etc..

Não conheço a vida privada de Lemann, da qual não tenho opinião e se tivesse não seria objeto dessa ponderação pública, e espero que meu texto seja compreendido nos termos de um debate justo e Legal de ideias. 

Estética e Educação, pois ensinar filosofia não precisar ser algo mentalista.

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